Manifestar é modinha? Gritar, gritar... protestar, protestar... quebrar tudo e depois, gentilmente, recolocar tudo no lugar. As manifestações dos 20 centavos passaram, e ficaram só história. Pode ser que não tenha dado certo, mais o povo colocou em pauta suas indignações, suas ânsias e seus desejos. Mas, por que falar de protestos em um blog sobre um composto proteico de difícil digestão? A resposta é que em um universo com tantas alergias como é o alimentar, as pessoas procuraram reivindicar o direito que elas têm de saber o que realmente estão comendo, utilizando-se de protestos digitais e da famosa hashtag surge o movimento #poenorotulo.
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| Exemplo de Rótulo Informacional |
| Informação com caseína |
| Informação com Leite |
E o qual o problema com algo tão completo? O problema é que para uns a tabela é um conjunto de termos estranhos, daí a necessidade de entender os quesitos supracitados, ou, ainda, ela pode não ser tão completa e direta como parece. No caso do glúten Conforme a Lei nº10.674, os fabricantes da indústria alimentícia devem escrever se contém ou não contém glúten nas embalagens de todos os alimentos industrializados. Infelizmente algumas fábricas desconhecem ou não se importam com o problema da contaminação e continuam vendendo seus produtos, sem uma devida análise da total inexistência de glúten. Mais alarmante é que não há regras específicas na rotulagem de vários alérgenos. Nesse caso o consumidor enfrenta três principais dificuldades: Primeiro - decifrar os ingredientes no meio das letras minúsculas para buscar identificar se há algum alérgeno. Segundo - conhecer as diversas nomenclaturas possíveis (caseina/caseinato = leite, por exemplo). Terceiro - não ter informações sobre risco de traços de alérgenos.
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| Exemplo de como um rótulo pode conter a indicação "contém traços de" |
O movimento #poenorotulo foi criado por um pequeno grupo que se conheceu na internet. São mais de 600 famílias que trocam informações sobre produtos ‘do bem’ e que tentam chamar a atenção sobre a necessidade da rotulagem correta, principalmente, em alimentos alérgenos, como leite, soja, ovo, peixe, crustáceos, amendoim, entre outros. O alimento pode até não conter o alérgeno em si mas muitas vezes é produzido nas mesmas máquinas que fizeram parte da produção de outros alimentos com o alérgeno - esse é muito comum no caso do glúten - desse modo é possível haver traços da substância desencadeadora da alergia. A solução seria simples, era o fabricante anunciar: "produto com traços de determinado alérgeno". Engana-se quem pensa que é só a indústria alimentícia que não faz uma rotulagem 100% adequada, a indústria farmacêutica também passa por isso, até lenços umedecidos podem conter por exemplo leite na sua composição, o que colocaria em risco a vida de quem possui alergia a proteína de leita.
Para o grupo de pais do ‘Põe no Rótulo’, os portadores de restrição alimentar poderiam ter mais qualidade de vida se tivessem a informação correta. "A Anvisa diz que há uma discussão sobre a obrigatoriedade de se prestar informações sobre alergênicos nos rótulos. A proposta, entretanto, depende de consenso entre os países membros do Mercosul. O tema vai para o quarto ano de discussão, segundo a agência. Nos EUA, por exemplo, as indústrias são obrigadas a prestar esse tipo de informação desde 2006, na União Européia, Austrália e Nova Zelândia, desde 2003, e no Canadá, desde 2011".
Fontes:
http://fatbasiccure.blogspot.com.br/2014/11/informacao-nutricional-fique-atento.html
http://www.anutricionista.com/rotulos-nao-basta-ler-e-preciso-entender.html
http://www.saudeviver.com.br/artigos/a-importancia-da-rotulagem-nutricional
http://poenorotulo.com.br/
http://www.proteste.org.br/alimentacao/nc/noticia/para-fugir-da-alergia-poenorotulo
http://www.colegioanchieta-ba.com.br/nutricao/noticias/Pais-filhos-alergicos-campanha-rotulos.pdf
http://www.acelbramg.com.br/?q=book/export/html/3


O primeiro passo, aliás, um longo passo já foi dado quando o Rotulo Nutricional se tornou obrigatório trazendo informações relevantes, sobre os principais componentes no produto, essa resolução estabelece que deve constar no rotulo as informações nutricionais na quantidade que podemos consumir e além disso, expor quanto aquela porção de alimento contribui para o total de nutrientes que devemos consumir por dia, ou seja, o Percentual de Valor Diário - %VD, porém ainda é falho em alguns quesitos, como o destacado no texto, que concerne em exibir no rotulo se durante as etapas da produção, houve ou não contaminação por possíveis alergenos, e também há certos desvios de conduta das empresas que mascaram as quantidades, gerando confusão dos consumidores. Pois além de uma alimentação saudável, o controle de ingestão de certas substancias pode ser um risco imediato a saúde de pessoas como os celíacos, diabéticos, hipertensos, etc...
ResponderExcluirFonte: http://fatbasiccure.blogspot.com.br/2014/11/informacao-nutricional-fique-atento.html
Segundo a ANVISA, a obrigatoriedade dos rótulos em produtos diz respeito à necessidade de facilitar a escolha de alimentos saudáveis a partir das informações contidas nos rótulos de alimentos, sendo uma das estratégias desenhadas pela Política Nacional de Alimentação para a redução dos índices de sobrepeso, obesidade e doenças crônico degenerativas associadas aos hábitos alimentares da população.
ResponderExcluirA proposta de rotulagem atende solicitação da Associação de Celíacos do Brasil (Acelbra), com sede em São Paulo. A indicação da presença do glúten nos rótulos e embalagens de alimentos industrializados é obrigatória desde 1992, quando foi publicada a Lei nº 8543. A partir de agora, com a nova regulamentação, as embalagens também vão apresentar um alerta informando a presença da substância.
Caso de saúde pública, o controle das quantidades de glúten nos alimentos devem ser analisados de forma constante pelos órgãos regulamentadores e fiscalizadores alimentares, tendo em vista os processos alergênicos decorrentes do uso inadvertido desses produtos, bem como suas consequências sociais, explicitando que a proposta em análise define que a quantidade de glúten no alimento deve ser inferior a 20 ppm (partes por milhão) para que haja a declaração "não contém glúten" nos rótulos, entre outros fatores. Porém, estudos científicos mostram que um limite menor é mais seguro para os celíacos. Por isso, as entidades pleiteiam o limite de 10 ppm (mg/kg) de glúten para que possam ser consumidos sem risco pelas pessoas com doença celíaca.
FONTE:
http://www.acelbramg.com.br/?q=node/5
A rotulagem obrigatória se tornou um importante meio de as pessoas saberem o que estão colocando para dentro de seus corpos, uma vez que as tabelinhas permitem identificar todos os componentes do alimento. Mas isso somente se a rotulagem estiver correta, pois não é raro encontrar rótulos que não estão de acordo com a composição do alimento, além da dificuldade existente na interpretação dos nomes complexos dados às diversas substâncias componentes do alimento. Assim, o movimento #poenorotulo surgiu para tentar "desvendar" a rotulagem de certos alimentos e de estimular a rotulagem correta ( principalmente em alimentos alérgenos).
ResponderExcluirMais uma vez percebe-se a opressão de uma minoria em detrimento de interesses "maiores". Por mais que em 2001 tenha-se tornado obrigatório a apresentação de uma tabela nutricional no alimentos, isso ainda é uma pratica inexistente para muitos produtores, seja com ausencia de certos ingredientes ou ausencia total da tabela. Isso é extremamente prejudicial para pessoas que tenham alergia a algum componente no alimento e ao consumirem sem saber, podem inclusive chegar a um choque anafilático que é uma reação alérgica, de hipersensibilidade imediata e severa, que afeta o corpo todo. A sua manifestação mais grave é quando provoca inchaço e obstrução de vias aéreas superiores e/ou hipotensão, que pode ser fatal. No entanto, para muitas impresas, financieiramente não vale o gasto com técnicas medidas dentre outros, para a elaboração de uma informação nutricional, dado o fato de que é uma parcela mínima que vai deixar de consumir os seus produtos caso não o façam. É nesse contexto que foi criado o movimento #poenorotulo, uma campanha de pressao social para que a lei seja realmente cumprida em relação às tabelas nutricionais e ingredientes.
ResponderExcluirFonte: http://www.tuasaude.com/choque-anafilatico/
Na atual conjuntura, a informação torna-se indispensável para bom funcionamento do sistema e a sua disseminação deve ser pautada em fatores éticos e verdadeiros. Seja na indústria alimentar, na indústria farmacêutica, na indústria automobilística ou qualquer outro, o "guia de recomendações" torna-se fundamental para melhor aproveitamento e uso do que foi produzido.
ResponderExcluirNos alimentos, como bem destacado na postagem, a tabela nutricional representa papel crucial pelas repercussões fisiológicas/patológicas que ele pode causar e/ou evitar, em especial para indivíduos alérgicos, intolerantes, sensíveis e até mesmo aos indivíduos que desejam ingressar em uma dieta específica para determinados nutrientes.
Nos casos mais extremos, determinados nutrientes podem desencadear uma alergia alimentar, que é uma resposta imunológica do organismo à proteína do alimento, produzindo manifestações alérgicas como diarreia, urticária ou sintomas respiratórios. Uma grande dificuldade é associar a manifestação clínica à determinado nutriente, visto que os sintomas relacionados podem aparecer apenas após 03 dias da sua ingestão, como no caso do glúten.
Assim, torna-se necessário um diagnóstico especializado, que possa detectar quais nutrientes o organismo é alérgico/intolerante/sensível. Alguns destes exames estão relacionados ao ômega 3, ácido graxo essencial e importante mediador de alergias e processo inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrieno.
Logo, a tabela nutricional representa um excelente artifício par evitar ou minimizar as consequências de alergias, sensibilidades e/ou intolerância, pois indivíduos nessas condições possuem um olhar diferenciado para a mesma.
FONTE:
Alergia e Intolerância Alimentar. Disponível em http://www.funcionali.com/dica/d:alergia-e-intolerancia-alimentar Acesso 04 Nov 2014.
A postagem foi bastante esclarecedora quanto à importância da informação nutricional. De fato, é necessário ter mais atenção tanto no momento de consumir os alimentos quanto no momento da compra nos supermercados. Deve-se estar sempre atento, por exemplo, à quantidade de sódio, principalmente nos alimentos industrializados já que serve de conservante, pois a alta ingestão deste causa problemas cardiovasculares como a hipertensão.
ResponderExcluirUm pequeno grupo de alimentos é responsável por aproximadamente 90% das alergias alimentares. Estes são: leite, ovos, soja, amendoim, frutas oleaginosas (nozes, castanhas, e similares), trigo, frutos do mar e peixe e glúten, que vem aumentando mais recentemente a quantidade de diagnósticos de pessoas alérgicas. Sendo assim, é ainda mais essencial a informação de presença ou ausência desses componentes, e também instruções acerca dos sintomas dessas reações alérgicas, que podem diferir bastante entre indivíduos, variando desde um desconforto leve até reações potencialmente fatais. Os sintomas incluem, por exemplo, inchaço dos lábios e língua, irritação da pele e sintomas gastrointestinais (diarréia, náusea e vômitos). Coriza e falta de ar também são freqüentes. Alguns indivíduos podem desenvolver reações anafiláticas.
A cada ano estima-se que nos Estados Unidos as reações anafiláticas sejam responsáveis por cerca de 30mil atendimentos hospitalares emergenciais, 2.000 internações e 150 mortes. No Brasil o quadro não é diferente.
Um diagnóstico precoce , que pode atualmente ser mais realizado graças a atenção médica nas Unidades Básicas de Saúde, é fundamental para evitar essas internações, que geram gastos para o sistema de saúde pública, e para garantir melhor qualidade de vida para as pessoas. Mas essa qualidade de vida também depende da correta informação no rótulo dos alimentos acerca de seus componentes.
Fonte: http://www.specialgourmets.com/resource/facts-numbers/language/pt