O aumento do número de pessoas interessados na dieta sem glúten abriu os olhos do empreendedores e já consegue girar grande quantia de dinheiro. Essas pessoas podem precisar necessariamente do alimento livre de glúten ou não, e aumentam devido a uma ala dos nutricionistas que acredita nos benefícios da ausência do glúten para o organismo, bem como pela influência de celebridades. Nesse contexto, não apenas alimentos glúten-free geram receita, alimentos livres de lactose e os integrais também fazem sucesso: "um prato cheio" para o um novo tipo de mercado verde.
Primeiramente vamos aos motivos do aumento de "usuários" dessas dietas. No caso específico para a dieta livre de glúten, por que houve um aumento? Houve, por acaso, um aumento no número de celíacos. Bem, a resposta não é exatamente um aumento do número de pessoas esse tipo de doença crônica, mas sim, uma melhora nos métodos de identificação da doença, ou seja, o diagnóstico se tornou mais eficiente. No caso de novas tecnologias no ramo, surgiu um tipo de diagnóstico bem mais prático. Ele é feito apenas com a saliva da pessoa, um teste genético é feito e obtêm-se a informação do grau de intolerância da pessoa. Tem a vantagem de não ser invasivo, evitando a biópsia ou endoscopia. Interessante é, que isso também faz parte de um negócio. Pois, ela é feita por uma empresa Canadense chamada Nutrigenomix, as amostras são recolhidas aqui no Brasil, por exemplo, e enviadas para lá. Outros fatores de aumento são o marketing, como já comentado na introdução e também a preocupação maior com a ingestão de alimentos mais saudáveis em casos gerais.
Quanto às empresas, destaca-se no Brasil a atuação da Mundo Verde comprada este ano pelo empreendedor Carlos Wizard Martins, antigo dono das escolas de línguas Wizard. A empresa Vitalin também se destaca nesse setor, desde 2004 a empresa trabalha com gluten-free, mas no ano passado a empresa teve um crescimento, em relação ao ano anterior de 65% e um faturamento de 8 milhões, prevendo uma aumento de 35% em relação a esse faturamento nesse ano. Outra novidade foi a chegada da Italiana Schar, líder em vendas de produtos para celíacos na Europa. Restaurantes não ficaram de fora e têm tentado mostra que sem glúten não é igual a sem sabor, a rede de pizzarias Sala Vip, de São Paulo, já criou uma pizza à base de farinha de arroz e de mandioca.
Além do crescimento do público de compradores, as empresas de produtos da linha natural-saudável também se beneficiam de um preço mais elevado dos seus alimentos. Segundo uma pesquisa feita pela FACE ( Federação de Associações de Celíacos da Espanha) “Tomando como base uma dieta de 2.000 a 2.300 calorías, uma família com um celíaco entre seus membros pode aumentar sua despesa com a cesta de compras em quase 33,05 euros (100 reais) por semana, o que significa um incremento de 132,20 euros ao mês, e de 1.586,40 ao ano”. No Brasil também é possível analisar o maior preço, a pesquisa é da Revista Sem Glúten e Sem Alergias, 2010 é possível observar que as maiores diferenças de preço são observadas justamente para itens alimentares considerados mais básicos, como pão, farinha e macarrão. No geral, o consumidor paga em média 138% a mais pela aquisição de produtos sem glúten.
Nota-se que o mercado em questão é abrangente e promissor. As empresas vêm seus faturamentos subirem vertiginosamente e "ao sabor" das modas alimentares. Mas, também nota-se que quem acaba por sofrer mais é o celíaco e outros dependentes de alimento para fins específicos, que vêm os preços altos e não possuem alternativa de consumir outros produtos que contenham a substância a qual lhe faz mal. O conhecimento, então, é imprescindível, pois pode, por exemplo, permitir que a pessoa faça seus próprios alimentos sem glúten em casa.
Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/comida/2013/08/1325786-maior-numero-de-intolerantes-a-gluten-resulta-em-ampliacao-de-opcoes-sem-a-proteina.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/09/1514888-e-dificil-nao-pensar-em-uma-conexao-com-a-china-diz-dono-mundo-verde.shtml
http://noticias.r7.com/economia/doenca-alimentar-e-dietas-fazem-mercado-de-produtos-sem-gluten-crescer-30-ao-ano-02092014
http://noticias.r7.com/saude/fotos/ja-disponivel-no-brasil-teste-genetico-identifica-intolerancia-ao-gluten-com-gota-de-saliva-31082014#!/foto/1
http://www.vidasemglutenealergias.com/o-custo-da-alimentacao-sem-gluten-no-brasil/609/
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/23/sociedad/1411473331_555836.html
http://g1.globo.com/globo-news/conta-corrente/platb/2014/09/05/empreendedor-carlos-wizard-conta-sua-historia-de-sucesso-nos-negocios/
Pode-se considerar realmente que o celíaco sofre pelos altos preços dos alimentos freegluten, por conta de adesões de não celícados à esse tipo de dieta e a visão capitalista da industria alimentícia, valendo-se da idealização de uma alimentação mais saudável pela retirada de uma molécula. No entanto, é justamente o aumento desse novo mercado consumidor que trouxe interesse das empresas em produzirem diversos tipos de alimentos sem glúten, aumentando assim o leque de opções dos celíacos, melhorando assim a sua qualidade de vida. Com certeza se o mercado consumidor se restringisse apenas aos celíacos, o interesse na produção dos alimentos freegluten seria menor. O ponto é que o mundo capitalista funciona a procura do lucro, os benefícios sociais ou ambientais vem apenas, em certos casos como um jogo de interesses, e em outros como consequencia, como neste caso. Não dá para culpar as empresas por explorarem esse novo mercado crescente, o problema é a disseminação de uma ideia falsa, a de que a redução apenas do glúten trás mais saúde ao indivíduo. No entanto, só o estudo pode gerar uma maior criteriosidade para população se libertar das ideias colocadas pela mídia.
ResponderExcluirAs empresas alimentícias passaram a explorar esse mercado de produtos gluten-free que passa por franca expansão, de certa forma tanto para atender a demanda dos celíacos, visto que o mercado era deficiente nesse quesito, como também para abastecer as prateleiras dos supermercados e satisfazer as pessoas que buscam uma dieta livre de glúten, como bem discutido em postagens recentes, a dieta sem glúten vem sendo pregada por alguns profissionais da área da saúde que associam o glúten a obesidade e a um série de doenças. Quanto a variedade dos produtos oferecidos, hoje no mercado é possível se encontrar até cervejas glúten-free, porém os produtos que não possuem essa proteína representam um custo a mais no orçamento dessas famílias. No mercado é possível encontrar várias empresas do ramo, que passam a substituir a farinha de trigo, pela farinha de arroz, livre de glúten, uma delas a empresa Glúten Free, apresenta como missão os seguintes dizeres: “Oferecer produtos sem glúten de alta qualidade para uma alimentação mais saudável. Atender às necessidades de nossos clientes desenvolvendo produtos customizados, seguindo as melhores práticas de gestão da qualidade, em um ambiente 100% livre de glúten.”
ResponderExcluirFonte:
http://gfree.com.br/br/empresa/
Felizmente ou infelizmente o mundo é extremamente capitalista e isto tem trago grandes avanços em diversas áreas para o ser humano, porém em contra-partida, como bem retratado acima, algumas minorias são desfavorecidas em detrimento de interesses próprios e em busca do lucro das grandes indústrias.
ResponderExcluirAté pouco tempo atrás, quase não havia oferta de produtos free-gluten, mas atualmente as industrias e até restaurantes já entraram na "moda alimentar do momento", mas as mesmas encontram-se super concentradas em grandes centros/polos, deixando quem realmente precisa (celíacos) em situações altamente desconfortáveis e "alienados".
Mas não para por ai, essas indústrias ainda inovam em produtos diferenciados, causando ainda mais atração daqueles que não são celíacos, como a quinua, um grão com alto valor protéico, e a ração humana, um composto rico em fibra, produzidos pela indústria Mundo Verde.
Tais compostos são potencialmente atraentes por apresentarem altos índices de proteínas que não são armazenadas no organismo (exceto funcionalmente) e precisa ser resposta diariamente, observando que condições de jejum há a quebra de parte destas, na produção de corpo cetônicos a partir do acetil-coa.
FONTE:
Alimentação sem glúten é opção de negócio. Disponível em http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI224876-17180,00-ALIMENTACAO+SEM+GLUTEN+E+OPCAO+DE+NEGOCIO.html Acesso 26 Nov 2014
Um estudo publicado na revista Science Translation indica que cerca de 1% da população ocidental tem intolerância ao glúten. No Brasil, segundo a Associação de Celíacos do Brasil (Acelbra), há um portador da doença celíaca para cada 600 habitantes. O número de celíacos, porém, pode ser bem maior, já que as pesquisas apontam apenas os já diagnosticados. O empreendedor que se dispuser a atender esse público poderá encontrar um mercado com bons números de crescimento. Segundo a organização do Glúten Free Brasil, o segmento cresceu 35% em 2010.
ResponderExcluirAs iniciativas no mercado de alimentos sem glúten seguem uma tendência de alta apresentada pela área de alimentação saudável em geral. O instituto Nielsen aponta em pesquisa que o setor foi um dos vetores para o crescimento econômico apresentado pelo país nos últimos anos. Uma pesquisa da consultoria Euromonitor indica que a venda de produtos saudáveis, como alimentos e bebidas diet, light, sem glúten, sem lactose, naturais e orgânicos, cresceu 82% de 2004 a 2009, atingindo patamar de R$ 15 bilhões ao ano. Segundo o estudo, a perspectiva de crescimento até 2014 é de 40%.
Ora, é imprescindível o investimento neste novo segmento, sobretudo porque há pessoas que sofrem todos os dias diante de uma situação alimentar atípica, em que há necessidade de restrição alimentar.
Saúde pública requer planejamento e investimentos tanto no setor público como no privado. Tais indústrias suprem uma demanda crescente, e que rompe com o determinismo biológico. No entanto, é necessário atentar-se para o exagero, uma vez que muitos usuários não celíacos podem associar esses alimentos free glúten a dietas perigosas, pondo em risco o equilíbrio de macro e micronutrientes, principalmente de carboidratos e lipídeos, que estão geralmente associados ao glúten nos alimentos.
No Brasil, uma das principais empresas produtoras de alimentos sem glúten é a Mundo Verde. Segundo o diretor de expansão da rede, Marcos Leite, há cada vez mais fornecedores de produtos voltados para a alimentação saudável. "Essa área tem muito fôlego, inovação constante, e vive momento de expansão acelerada". O executivo cita como exemplo do aumento do mix de produtos saudáveis nas lojas especializadas novidades como a quinua, um grão com alto valor protéico, e a ração humana, um composto rico em fibra.
Assim, é possível traçar um futuro de oportunidades equitativas, tendo em vista a segurança alimentar das populações, visando a disponibilização de alternativas alimentares, e garantindo a saúde de milhões de pessoas, que vez por outra, ainda se intoxicam com alguns alimentos, mas que vêem neste segmento industrial uma solução a médio prazo dos seus problemas.
FONTE:
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI224876-17180,00-ALIMENTACAO+SEM+GLUTEN+E+OPCAO+DE+NEGOCIO.html
O desenvolvimento de novos produtos exige da indústria o investimento em técnicas e liberação e isolamento de linhas de produção para o processo de produtos sem glúten. Com isso, esses produtos ficam caros e, em muitos casos, indisponíveis para o público alvo, ou seja, os celíacos. É muito importante compreender que a alimentação sem glúten é coisa séria, que há riscos para o celíaco quando ela é burlada e que as informações corretas sobre ingredientes e preparação de um alimento são essenciais para a saúde das pessoas. Infelizmente a indústria alimentícia se beneficia das fragilidades das pessoas, e o que é mais interessante é que somos atraídos por ideais cada vez mais distantes da conceituação correta para o termo saúde.
ResponderExcluirPelo fato de ser um ramo que surgiu a pouco tempo, ainda existem poucas industrias na área o que deixa a concorrência pequena e leva os preços dos produtos às alturas, o que pesa no bolso dos consumidores. Essa área da industria vem crescendo cada vez mais principalmente devido ao aumento do número de celíacos (devido à facilidade de diagnóstico da doença) e também da propagação de um estilo de vida mais saudável, do qual muitos acreditam que o gluten não faz parte.
ResponderExcluirAs pessoas hoje se preocupam com o que comem de uma forma totalmente diferente. O desejo de comer melhor, combinado com as iniciativas de empresas de alimentos em busca de novas oportunidades de crescimento, criou um círculo de influência que está sendo muito alimentado pela internet. O resultado é uma cacofonia de afirmações e convicções contraditórias sobre como comer que pode tanto confundir como liberar os consumidores.
ResponderExcluirPara as empresas de alimentos, as novas categorias, como os glúten free, criam a chance de aproveitar a euforia do consumidor num momento que as vendas de alimentos prontos e os vendidos nas redes de restaurantes estão estagnadas. Outro benefício: embora seja mais caro fabricar esses produtos "saudáveis", as empresas cobram até o dobro do preço por alguns deles, como mostrado na postagem.
Hoje, os produtos livres de glúten podem ser vistos em qualquer supermercado, incluindo marcas de primeira linha. Encontra-se até comida para cachorros livre de glúten. Em alguns países, os rótulos "livre de glúten" também estão sendo colocados em alimentos que nunca tiveram trigo, cevada ou centeio — como legumes e iogurte.
Cabe a população ter senso crítico de avaliar os rótulos para não cair nessas armadilhas e também refletir se os gastos com essa dieta “milagrosa” valem a pena, sendo que apelar para a velha salada surtiria efeito semelhante.
Fonte: http://br.wsj.com/articles/SB10001424052702304003604579644894017509248