"Ovo está em alta! Pode comer à vontade porque só faz bem." "Não, não, espera, ovo faz mal, aumenta o colesterol". " Agora, café é bom te deixa desperto, mas pode fazer mal devido à cafeína. Já chocolate engorda, sim, mas também faz bem, pois ativa zonas de prazer.
As concepções que se têm acerca das propriedades benéficas ou maléficas dos alimentos muda a todo instante. Vilões e mocinhos transmutam-se ao sabor das novas dietas. Suco verde, dieta da lua, dieta das proteínas, dieta Dukan, muitas aparecem e rapidamente ganham adeptos. O criticado glúten não poderia deixar de participar e criaram uma dieta para ele também: a dieta sem glúten.

Os vários adeptos surgem, também, influenciados pelo comportamento das celebridades. Figuras como Juliana Paes, Luciana Gimenez, Halle Barry, Miley Cyrus aderiram a mais nova forma de manter a silhueta. Só nos Estado Unidos cerca de 1,6 milhão estão seguindo o regime o regime, os dados são da Clínica Mayo, uma instituição de pesquisa norte-americana. No Brasil a dieta, de modo semelhante, faz sucesso. O empresário Felipe Barroso em entrevista ao programa televisivo Globo Repórter faz elogios ao novo estilo de vida e faz alusão aos seus benefícios:
“Três, quatro dias depois os benefícios já vinham. Me senti completamente desinchado, não tinha mais cólicas, dor de barriga, má digestão, azia, refluxo. Isso tudo sumiu, desapareceu como que por encanto” “Bom, eu estava com 106 quilos. Estava exageradamente gordo para a minha altura, 1,80 metro. E eu era diabético” (...) minha diabetes foi totalmente revertida sem nenhum remédio. O emagrecimento virou uma consequência banal. Perder 23 quilos ok, beleza. Mas a saúde que eu tenho hoje, eu não troco por nada. "encontrei a dieta da minha vida".
Para uma ala da nutrição, o glúten é uma proteína dispensável ao organismo sem que haja grande efeitos colaterais. Diz-se ser possível até a melhora da qualidade de vida, pois o substitui por opções mais saudáveis como frutas e legumes. Contudo, o gastroenterologista do Hospital Albert Einstein Flávio Steinwurz afirma: "Se uma pessoa consome muitos alimentos com glúten, talvez deixe de comer outros com melhor oferta de nutrientes. Mas se variar a dieta, mesmo consumindo glúten, todas as necessidades do organismo serão cobertas" "Se o glúten prejudicasse a absorção de nutrientes no intestino de todas as pessoas, estaríamos todos desnutridos."
Percebe-se, mais uma vez, as contradições acerca da retirada do glúten de pessoas não-celíacas. Esta últimas não possuem escolha em relação à dieta e têm que a cumprir à risca. Diante desse novo quadro de celíacos e de uma número cada vez maior de não celíacos em busca de alimento livres de glúten, o mercado gluten-free vem crescendo e movimentando bastante dinheiro. As várias versões para produtos consagrados feitos a base de farinha de trigo não param de crescer e vão de pão à cerveja. Para substituir a farinha de trigo são usadas farinha de arroz, amêndoas, mandioca ou batata. A cerveja sem glúten não se compara em sabor e qualidade à convencional, mas é uma interessante alternativa feita à base de sorgo, milhete pu trigo sarraceno. Sites na internet estão repletos de receitas sem glúten e grandes empresas também aderiram à novidade. A Mundo Verde, por exemplo, empresa consolidada no ramo de produtos saudáveis, tem um catálogo com três mil itens livres da proteína. Nos Estados Unidos o chamado "gluten-free market" já movimenta cerca de 2 bilhões de dólares anuais.
Mais uma vez vale ressaltar que culpar uma única molécula não é aconselhável. Os motivos que levam o consumo de glúten ao aumento de peso já foram citados na última postagem. Contudo ele não é totalmente culpado, mas, haja vista de multiplicação do mercado consumir é interessante adotar uma dieta da barriga de glúten. Levando em conta que tem pessoas que se adaptam ao estilo de vida gluten-free, e mais, se sentem desinchadas e saudáveis, não porque não continuar com a dieta. Alegram-se os fregueses e alegram-se as empresas.
Fontes:
http://www.istoe.com.br/reportagens/247205_MAIS+MAGROS+SEM+GLUTEN
http://www.istoe.com.br/reportagens/370163_A+BATALHA+DO+GLUTEN
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2014/09/empresario-corta-o-gluten-do-cardapio-e-emagrece-23-quilos-em-um-ano.html
http://www.mundoboaforma.com.br/como-escolher-uma-cerveja-sem-gluten/
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/gluten-e-ruim-para-quem
O século XXI é consagrado como o século da informação, mas é importante ressaltar que esta informação chega a nossos ouvidos de toda forma, de qualquer fonte e muitas dessas informações precisam ser tratadas ou até mesmo filtradas afim de evitar maiores complicações/problemas.
ResponderExcluirConforme supracitado, o exemplo do Glúten é tipicamente característico da distorção de informações. Uma corrente de estudiosos afirmam que o glúten causam grandes problemas e outra corrente defende que os alimentos em que o glúten está presente são os grandes vilões.
Nesse contexto dualístico, o mais importante é permitir às pessoas o acesso à informação completa e real, possibilitando-as o direito de escolha e sobretudo o direito à aderir ou não certa dieta, desde que não haja prejuízos.
É importante salientar, relembrando um ponto destacado, que a indústria alimentícia, nesse caso a glúten-free, movimenta grande volume financeiro por este mercado cada vez mais crescente, seja por opção ou por desinformação, revelando mais um vez o caráter capitalista e exploratório das indústrias.
Um artigo publicado em julho de 2014 na página "Mark's Daily Apple" destaca três ponto importantes para não aderir a dieta sem glúten: 1. Dietas sem glúten podem não conter todos as vitaminas e minerais necessários ao organismo, pelo corte de alguns alimentos fortificados com cálcio, ferro e as vitaminas do complexo B, tiamina, niacina e riboflavina, como a farinha de trigo; 2. Dietas sem glúten diminuem os níveis de boas bactérias intestinais e aumentam os níveis das bactérias ruins, decorrente do pobre substrato fermentável que as bactérias intestinais pudessem consumir, ocasionando a sua morte e instalação de bactérias patogênicas; 3. Dietas sem glúten podem transformar-se em distúrbios alimentares, pois pessoas que seguem esta dieta a risco, "terão problemas" com migalhas de pão em sua alimentação, ou mesmo um aperitivo bolo de chocolate, podendo causar até certa exclusão social.
Assim, torna-se imprescindível e notório o acesso à informação à população sobre os benefícios e malefícios que o glúten ou a sua retirada bruta de uma alimentação podem repercutir na vida das pessoas.
FONTE:
Os "peridos" de uma dieta sem glúten. Disponível em http://www.paleodiario.com/2014/07/os-perigos-de-uma-dieta-sem-gluten.html Acesso 16 Nov 2014
De fato as opiniões acerta da dieta sem glúten são divergentes, porém os resultados mostram que tirar o glúten da dieta tem muitos efeitos positivos para o organismo. Retirando-se ele da dieta, quer seja por querer ou por necessidade (no caso dos celíacos por exemplo), já implica necessariamente em uma alimentação mais saudável, pois a maioria dos alimentos que não contém glúten são de origem natural, saudáveis ao organismo. Assim, as experiências mostram que parando de comer essa proteína faz as pessoas se sentirem mais dispostas, perderam peso, ajuda a controlar alguma doença crônica ( como a diabetes do empresário Felipe Barroso citado no post).
ResponderExcluirNo panorama em que vivemos hoje, a busca de mercados consumidores é incessante, o acesso dos celíacos a produtos que não contém glúten, criou um novo mercado, o dos produtos glúten free como exposto no texto, e há também o objetivo de aumentar esse público o que gera mais lucro, numa população tão limitada por fatores genéticos como os celíacos, o público alvo não é algo que se expande, portanto a busca por clientes está focada em fazer com que haja uma visão distorcida sobre o glúten pelo público mais leigo, associando-o a obesidade, e doenças decorrentes dessa, pelo fato de o glúten estar acompanhado a carboidratos, é óbvio que o consumo exagerado desses alimentos gera desequilíbrio na balança, o que provoca a obesidade. Portanto a mídia se encarrega de buscar essa clientela mostrando novas dietas que são utilizadas pelos ricos e famosos, comentando sobre possíveis efeitos nocivos no organismo e doenças relacionadas de forma a criar no imaginário popular certa negação em relação a produtos que contenham a tal proteína, aumentando assim um mercado em franca expansão.
ResponderExcluirIsso se chama humanidade! Mudar de opinião é uma característica de nossa espécie, buscamos sempre aquilo que nos conforta e causa prazer, por isso de tempos em tempos os conceitos vão se modificando e até mesmo se contradizendo. Sabe-se que a nutrição não é uma ciência exata, mas é preciso que haja uma lógica e que o conhecimento alimentar, embasado no conhecimento científico, venha a contribuir para o desenvolvimento de indivíduos saudáveis. O glúten para os celíacos e demais intolerantes é altamente nocivo, mas para os considerados normais não causa problemas de grande proporção, exceto pelo fato de que algumas pesquisas apontarem para uma possível dependência, isso resultaria no ganho de peso e possivelmente em casos de obesidade, mas será mesmo? Ou será se não estamos nos deixando levar por ideias tendenciosas que estimulam o apreço ou a aversão por certos produtos?
ResponderExcluirFonte: http://quetalhoje.wordpress.com/2014/02/25/gluten-porque-ele-e-apontado-como-vilao
Como tudo na vida, é necessário saber ponderar. Excetuando-se os celíacos, o glúten em medidas balanceadas não possui efeitos colaterais tão agressivos, e não há pesquisas que constatem a eficácia de sua retirada de uma dieta diária.
ResponderExcluirOs grandes riscos de se cortar o glúten de forma radical é a retirada de nutrientes importantes, e que geralmente estão associados a essas proteínas. Não obstante, pode haver uma diminuição expressiva da flora bacteriana do intestino, assim como podem ocorrer distúrbios decorrentes da ausência do glúten, em que mais tarde simples farelos de pão poderiam ocasionar sérias dores de cabeça.
Outro ponto relevante é o fato de que boa parte dessas celebridades e seguidores deste tipo de dieta buscam a perda de peso e a boa forma, algo que pode ser obtido com uma alimentação balanceada e com a prática de exercícios físicos regulares.
Como é sabido, o glúten está associados a macronutrientes como os lipídeos e os carboidratos, o que pode proporcionar a formação de uma imagem negativa acerca de sua ingestão, quando na verdade, os malefícios são ocasionados pelas moléculas citadas. Carboidratos podem gerar outros carboidratos ou ainda lipídeos (gorduras), tão conhecidos por seu caráter de reserva energética e formação dos famosos "pneuzinhos".
É necessário compreender que muitas pesquisas não possuem conclusões efetivas, e que portanto, não são validadas. Recomenda-se, de forma geral, a adesão de uma alimentação nutricional bem equilibrada, acompanhada com práticas de exercícios físicos.
FONTE:
http://www.paleodiario.com/2014/07/os-perigos-de-uma-dieta-sem-gluten.html Acesso 16 Nov 2014
Para perder peso de forma saudável, existem apenas três passos: praticar exercícios físicos com regularidade, manter uma dieta equilibrada e , principalmente, não descuidar da autoestima. A autoestima em alta eleva a confiança e a determinação, dois fatores fundamentais para que uma dieta seja bem sucedida. "Emagrecer é um processo lento, assim como comer é prazeroso. As pessoas têm uma tendencia natural em descontar naquilo que comem os seus problemas e angústias. Esta combinação destrói qualquer regime", explica a psicóloga Ieda Cardoso. Segundo a profissional, pessoas com baixa autoestima encontram na alimentação uma válvula de escape.
ResponderExcluirE quem lucra com isso são as empresas que produzem exatamente os que as dietas milagrosas, como essa dieta glúten-free citada na postagem, recomendam. Isso porque são alimentos bem mais caros, já que exigem uma preparação mais elaborada e já que há também uma grande procura. É fundamental que a população seja alertada que o glúten em si não tem efeitos nocivos para o corpo, mas que as calorias extras estão presentes em alimentos que o contém, já que são em grande maioria industrializados e ricos em lipídios e carboidratos.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/12941-baixa-autoestima-reflete-na-balanca-e-pode-detonar-sua-dieta
Como apresentado em postagens anteriores, o glúten está presente em quase todos os alimentos industrializados, justamente o tipo de comida que é um dos principais causadores do aumento de peso da população em geral. Dessa maneira, uma redução no glúten é uma redução dos alimentos industrializados, fonte de gorduras saturadas, gorduras trans, excessivos níveis de açúcar e sódio, dentre outras substancias em níveis prejudiciais. No entanto, por mais que o entendimento do processo esteja equivocado, as pessoas estão melhorando sua saúde, já que uma dieta freegluten é mais baseada em alimentos naturais, e na nossa sociedade capitalista, não da pra culpar as empresas por beneficiarem-se desse novo estilo de alimentação, o problema é a disseminação de um conhecimento errôneo. Só não dá pra deixar de comer glúten com alimentos igualmente ricos em gordura e carboidratos como aqueles em que o glúten está presente.
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