Um ponto interessante dessas atuações é quando o glúten se comporta como o ópio ou um de seus derivados.
O ópio é uma substância extraída da planta 'papoula do oriente', dessa substância pode-se extrair a morfina e a codeína, usadas como anestésicos, mas pode pode ser usada de maneira abusiva e causar dependência. Seus derivados foram chamados opioides. No cérebro existem receptores celulares ,ligados a dor, denominados receptores opioides.Bem, os opioides podem se ligar aos receptores liberando um sensação analgésica ou hipnótica.
Contudo, não são só derivados do ópio que podem se ligar aos receptores opioides, a endorfina, substância produzida pelo corpo, e a heroína, droga sintética, podem se ligar a esses receptores.
Primeiro vem a vontade incontrolável de consumo, quando finalmente se consegue, o produto cai na corrente sanguínea, vai até o cérebro onde se liga aos receptores opioides que produzem uma sensação de prazer. Poderíamos estar falando da heroína, mas na verdade estamos falando da gliadina, uma das duas proteínas componentes do glúten. Ou seja, comer trigo gera mais vontade de comer trigo.
O mecanismo não é comprovado por estudos, mas pesquisadores da UFMG sugerira que nessa de comer mais e mais, pode haver uma relação direta entre o glúten e o ganho de peso. Eles fizeram uma experiência com ratinhos com características semelhantes de genética e idade. Eles impuseram a esses ratos mesmo tratamento e mesma alimentação, com exceção de quem na ração de um dos dois grupos foi adicionado glúten. O resultado foi que aqueles que não consumiram glúten tiveram 11% menos ganho de peso, já os que consumiram desenvolveram 32% mais gordura abdominal e 24% mais glicose no sangue.
Outras hipóteses apontam a relação entre a doença celíaca, sensibilidade ao glúten e algumas doença mentais. Estudo feito pela Universidade de Sheffield, na Inglaterra, sugeriu uma ligação entre a ataxia cerebral, que afeta a coordenação motora por degeneração do cérebro, e a sensibilidade ao glúten. Essa proteína, e também a caseína do leite, podem afetar pacientes com autismo e esquizofrenia, quando associadas com certas deficiências enzimáticas. Portanto, a eliminação dessas proteínas da alimentação de tais pacientes pode causar uma pequena melhora nas coordenações da motricidade e da fala. Outros estudos feitos por pesquisadores do Institute of Internal Medicine da Universidade Católica, Roma, Itália concluem "Há evidências de alteração do fluxo sanguíneo cerebral regional em pacientes celíacos não tratados". É como se consumir trigo cortasse o fluxo de sangue a determinadas áreas do córtex frontal.
Os efeitos do glúten no cérebro são retirados de estudos e sugestões, mas nada comprovado. Um dos objetivos deste blog é confrontar a informações que se tem acerca do glúten, já que não são unanimidade. Então, surgirão postagens nas quais falarei bem do glúten, como, por exemplo, em quantas delícias do nosso dia-a-dia ele está presente. Desse modo, confrontando ideias, posso deixar o leitor livre para se perguntar se ,por acaso, seu cérebro não estaria se atrofiando enquanto ele come um delicioso pedaço de pizza.
Fontes:
http://www2.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/opiaceos.htm#2
http://draflavianakamura.com.br/site/cerebro-de-gluten-o-trigo-elimina-a-circulacao-sanguinea-ao-cortice-frontal/
http://www.ff.up.pt/monografias_toxicologia/monografias/ano0708/g15_morfina/mecanismo_de_accao.htm
Pandolfi, Robson. A Verdade Sobre o Glúten. Rvista Superinteressante, São Paulo, p.26 JULHO 2014.
É incrível como um simples pão que comemos pode chegar a trazer graves problemas para o nosso cérebro. É preciso portanto ter cuidado ao ingerir glúten, que, assim como as drogas, pode ser viciante e é responsável por deixar as pessoas mais gordinhas. Para aqueles com alguma doença ou sensibilidade relacionada ao glúten é preciso mais cuidado ainda em vista dos riscos de problemas neurológicos. O Doutor Thomas O´Bryan, estudioso da doença celíaca, afirma que os sintomas gastrointestinais clássicos dessa doença são apenas a "ponta do iceberg" e que sintomas neurológicos relacionados a ingestão do glúten estão muito mais presentes na população do que se imagina.É necessário portanto maior cuidado não só da população mas também dos próprios governos, que devem zelar pela segurança do povo, informando-o mais sobre esse tema.
ResponderExcluirFONTE: http://vegannatural.blogspot.com.br/2012/08/gluten-e-problemas-neurologicos.html
Assim como nas pesquisas elencadas acima, uma pesquisa realizada com 67 pacientes do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, revelou que 10 eram portadores da doença celíaca, e após uma dieta isenta de glúten por pelo menos 06 meses, ficou evidente que houve melhoras no comportamento e na fisiologia destes indivíduos portadores da doença celíaca.
ResponderExcluirA doença celíaca, pode estar associada à outras doenças neurológicas sobretudo pela lesão crônica instalada no intestino prejudicando a absorção de substâncias essenciais ao sistema neurológico como a vitamina B12 e ácido fólico que seu déficit pode causar entorpecimento e perda de sensação nas extremidades e minerais como o zinco e o cálcio e vitaminas do complexo B como tiamina, também são importantes para a função do sistema nervoso.
É importante salientar, que alguns autores destacam os sintomas neurológicos como sendo a ponta do iceberg para o descobrimento da doença celíaca, pois há sintomas clínicos muito comuns a várias outras doenças.
FONTE:
http://glaucia-vivasemgluten.blogspot.com.br/2011/08/sintomas-neurologicos-da-doenca-celiaca.html
Niederhofer, Helmut;Associação de atenção e hiperatividade (TDAH) e Doença Celíaca: um breve relatório; Helmut Niederhofer, MD, PhD, do Hospital Psiquiátrico Rodewisch, Psiquiatria Infantil, Bahnhofstrasse, Rodewisch, SN 08228, Alemanha Disponível em http://www.fenacelbra.com.br/acelbra_rj/associacao-de-atencao-e-hiperatividade-tdah-e-doenca-celiaca-um-breve-relatorio/ Acesso 27 Out 2014
Interessante o questionamento final dessa postagem, uma vez que as pizzas possuem glúten, e inquestionavelmente fazem parte da dieta desenfreada das grandes cidades.
ResponderExcluirÉ evidente que os estudos sobre o glúten e a sua manifestação autoimune têm contribuído para a saúde de milhares de pessoas em todo o mundo, sobretudo pela renovação constante dos protocolos de saúde.
O fato de o glúten possui uma propriedade hipnótica ou de não saciedade ao se ligar aos receptores neuronais é uma descoberta recente, e que pode explicar uma série de comportamentos bioquímicos na sociedade, e que podem estar relacionados a distúrbios como a obesidade. Dentre eles, como já citado no texto, a alimentação excessiva e exagerada de alguns alimentos a base de glúten, e em sua maioria, altamente calóricos.
Se houver constatação definitiva, o glúten entrará para a lista de componentes alimentares que deverão ser ingeridos em frequência controlada, principalmente entre pessoas com síndrome metabólica, e que dia após dia, lutam contra o autodeterminismo biológico.
Se em um quadro normal da doença celíaca, os pacientes convivem com deficiências de vitamina B12, ácido fólico, ferro, cálcio e de quadros de anemia e osteoporose, imagine o efeito do glúten a longo prazo para o organismo humano!
É muito importante corrigir as deficiências de vitaminas e sais minerais e avaliar a densidade dos ossos, a presença de anemia e de déficits de crescimento, sendo um portador da doença autoimune ou não, uma vez que é imprescindível a manutenção em níveis normais dos nutrientes, para a homeostase orgânica.
Gostaria que você abordasse em outras postagens acerca de como pacientes esquizofrênicos e autistas, como citado no texto, respondem à dieta com glúten, e como a saúde brasileira vem tratando esses casos especiais.
REFERÊNCIAS
A doenã do glúten. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/crianca-2/a-doenca-do-gluten/ Acesso em: 28 de out. 2014.
Parabéns pela postagem! O modo como o assunto foi abordado foi bastante esclarecedor e me fez refletir a respeito dos danos que o glúten pode causar e também na contribuição desse composto para o meu sobrepeso, já que, confesso, sou uma amante de pães! :D
ResponderExcluirLendo mais a respeito vi que o Dr. Rodney Ford, um pediatra em Christchurch, Nova Zelândia, escreveu em 2009 na revista médica "Medical Hypotheses" que a enxaqueca e outros sintomas neurológicos devidos ao consumo de glúten, podem ocorrer tanto em pacientes com doença celíaca, bem como em pacientes que não têm qualquer dano intestinal induzido pelo glúten. Além de enxaquecas, o glúten pode causar atrasos no desenvolvimento, distúrbios de aprendizagem, depressão e outras desordens do sistema nervoso, segundo o médico.
Claro que essa contribuição do glúten no sistema nervoso deve ser mais estudada, porém é necessário também alertar mais a população, nas escolas ou através de campanhas educativas, a respeito desse composto e sua possível contribuição com o aumento de peso, já que a obesidade no Brasil é uma problemática importante.
Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19406584?ordinalpos=4&itool=Email.EmailReport.Pubmed_ReportSelector.Pubmed_RVDocSum
A alta frequência e uma vasta gama de reações adversas ao glúten levantam a questão de porque esta proteína é tóxica para tantas pessoas no mundo. Uma possível explicação é que a seleção de variedades de trigo com alto teor de glúten tem sido um processo contínuo durante os últimos 10.000 anos, com as alterações ditadas mais pelo tecnológico, e não razões nutricionais. Embora seguir uma dieta estritamente isenta de glúten possa parecer simples, na prática evidencia-se uma série de dificuldades na manutenção desta não somente por parte do paciente, como também de seus familiares, pois consiste em uma mudança radical do hábito alimentar, especialmente durante a adolescência.
ResponderExcluirCom o desenvolvimento da industria alimentícia, foram desenvolvidas técnicas "invisíveis" para a elevação do consumo de determinados produtos, e para isso, o glúten vem bem a calhar, já que como citado no texto, a sua ingestão provoca uma sensação de prazer e anestesia pelo bloqueio dos receptores opioides, à maneira como aconteceria na utilização de uma droga, fazendo com que logo que o efeito passe, tenha-se vontade de comer novamente a substancia com glúten. No entanto, percebe-se que na verdade o que faz mal ao organismo saudável não é o glúten em si, mas os componentes que o glúten contribui para o consumo em excesso , como gorduras saturadas, gorduras trans, carboidratos dentre outros.
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